O céu é sentido como imenso no meio de um destino que verte um Índico.
Destruidor.
Deste modo o vejo.
Sobre ele sonhei muito tempo no decurso do meu crescimento.
Hoje, quero entorpecer os pés dentro deste pulso de frio líquido, sem medo que os peixes me torturem o controle.
O pó silicoso tem tons de louro.
E penso em ti.
Em que momento me disseste «I Love You» e de jeito nenhum te ouvi.
Posso pedir indulto ou é inoportuno?
Corte.
Fundo.
Dorido.
Presentemente, com os pulsos escorrendo este suco vivo, sinto-me perto do teu espírito.
Colhe o meu último respiro, o meu penúltimo sopro, o meu primeiro folgo junto de Deus.
Gemo: sou todo teu.
Nota: este poema surgiu como resultado de uma dinâmica de escrita no programa «À luz das letras». Escrito sem nenhuma vogal «a» , 19/10/2026


